sábado, 23 de julho de 2011

Por uma agenda mais produtiva

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Tanto o Congresso Nacional quanto a Assembleia Fonte: opopular.com.br 23/07 ( Jorn. Hélio Rocha)

Legislativa de Goiás, que foram renovados pelas eleições do ano passado, ficaram em débito com a sociedade, e com os eleitores, principalmente, quanto ao desempenho e à produção no curso do primeiro semestre. O Congresso, além de tudo, travado por matérias de interesse do governo. Fica no ar, portanto, uma cobrança a suas excelências: trabalhar mais no segundo semestre.

Leve-se em conta que este é um ano sem campanha eleitoral, cuja movimentação sempre prejudica os trabalhos parlamentares no Brasil.

Uma agenda mais produtiva não constitui sacrifício algum, pois consome a rigor apenas três dias da semana.

Está bastante lento também o compromisso do Congresso com as deliberações e o desenvolvimento com o projeto da reforma política já tão protelada, não obstante a sua importância.

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Deputado do Rio propõe 'bolsa-artista' de R$ 1.090

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Projeto prevê que até 50 pessoas por ano sejam indicadas para receber o auxílio Fonte: folha.uol.com.br 23/07

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O deputado federal Edson Santos (PT-RJ) pretende instituir um auxílio mensal no valor de dois salários mínimos (R$ 1.090, hoje) a ser pago a artistas populares pelo Ministério da Cultura.

Em contrapartida, eles teriam de "transmitir seus conhecimentos", ministrando cursos, por exemplo. Santos propôs à Câmara dos Deputados um projeto de lei que está sendo avaliado pela Comissão de Educação e Cultura. Depois, será apreciado por outras duas comissões ""a de Finanças e Tributação e a de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se aprovado nas comissões, o projeto não irá ao plenário ""vai diretamente para o Senado e, se aprovado, à sanção presidencial.

O projeto prevê que, a cada ano, até 50 pessoas sejam indicadas para receber o auxílio. Quando o programa atingir mil beneficiados (em 20 anos), as vagas serão encerradas. Só serão reabertas quando algum bolsista deixar de receber o auxílio.

Isso ocorrerá apenas se o titular morrer ou desistir de oferecer a contrapartida por motivo que não incapacidade física ou mental.

Para ser indicada ao benefício, a pessoa precisa ser brasileira nata ou naturalizada e reunir três requisitos: comprovar "a existência e a relevância do saber ou do fazer popular tradicional que representa", deter memória para transmitir seu conhecimento e atuar no Brasil há pelo menos dez anos.

"Há uma subjetividade nos critérios", diz o deputado. "Mas previ mecanismos para evitar benefícios indevidos."

O candidato pode ser indicado por qualquer cidadão, inclusive ele próprio, mas a proposta precisa ser aprovada pelo Conselho Nacional de Política Cultural, órgão do Ministério da Cultura.

O conselho é presidido pelo ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e seu plenário é composto por 58 pessoas ""representantes de ministérios, setores e entidades culturais. Ao órgão caberá a decisão final sobre o auxílio.

"Essa ideia surgiu a partir de um pedido da [cantora] Carmen Costa ao então ministro Gilberto Gil. Ela morreu [em 2007] em dificuldade financeira, como vários outros artistas fundamentais."

Ceará, Bahia e Pernambuco têm leis estaduais semelhantes. O auxílio é de um salário mínimo nos dois primeiros Estados e de R$ 907,77 a R$ 1.815,53 no último.

Na Câmara tramita projeto de lei de autoria da Presidência que prevê prêmio de R$ 100 mil e auxílio aos jogadores de futebol campeões do mundo em 1958, 1962 e 1970.

Eles receberiam o necessário para completar o valor máximo da aposentadoria paga pela Previdência Social, que hoje é de R$ 3.691,74.

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CULTURA POPULAR

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Parabéns pro Calango Voador

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Aberto ao público, Seu Estrelo Fuá do Terreiro comemora sete anos de brincadeiras nascidas em Brasília Fonte: correioweb.com.br 23/07

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Para enraizar lendas no concreto, só brincando. “Enquanto artista, a gente tem por obrigação inventar”, pensa Rodrigo Magalhães, o Tico e criador do mito do Calango Voador. Na roda dos brincantes de Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro, o recifense se transforma no Capitão Sebastião, homem do Cerrado. O sentimento não é de exclusividade. A manifestação pertence à cidade, por isso, “só vai ter sentido quando não estivermos mais aqui e outras pessoas continuarem brincando”, sonha o criador.

Aos olhos dele, os sete anos comemorados pelo grupo são encarados apenas como um começo. O aniversário é celebrado hoje na “Casinha”, como os mais íntimos chamam o Ponto de Cultura Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro. Para animar a festa, foram convidados o Tambor de Crioula de Seu Teodoro e Renata Rosa, com quem o grupo compartilha histórias e referências. Essa é a segunda festa do ano realizada no Ponto. Todo ano acontecem também a Festa de Chegada das Novas Figuras, em abril, e a abertura do Festival de Cultura Popular, em setembro.

“Quando a gente começou, a galera não entendia direito a proposta. A cidade estava muito acostumada com grupos que tocam vários ritmos. Hoje, já começam a compreender que estamos criando uma tradição”, avalia Tico. Agraciado em 2007 pelo Ministério da Cultura, como grupo de cultura popular tradicional, o conjunto se orgulha de sua ainda recente trajetória. “Quando começamos, a cultura popular nem era um segmento cultural. Hoje, até ganhamos prêmio”, empolga-se.

O reconhecimento conquistado traz uma grande responsabilidade. “A gente busca sempre melhorar, em respeito ao público de Brasília, que é curioso e receptivo. Essa é a nossa forma de responder a essa generosidade”, explica. Com o passar dos anos, o grupo envolveu-se com outros artistas, que contribuíram para o desenvolvimento como movimento artístico local. “Cruzamos com pessoas muito apaixonadas por Brasília, com elas nos sentimos parte da utopia daqui”, define Tico, citando TT Catalão, Renato Barbieri e Mestre Danadinho (Cláudio Queiroz).

Mito em construção

Todo ano, o mito cresce, ganha novas figuras e histórias. No período de dezembro a fevereiro, durante as férias do grupo, os sonhos se fertilizam na mente de Tico. “Levo as novas figuras e começamos a trabalhar a dança e a música de cada uma”, explica. No princípio, eram apenas oito personagens. Hoje, há mais de 40, vestidas por apenas cinco “figureiros”, como são chamados os intérpretes. “Antes, apresentávamos tudo em uma hora. Hoje, passamos quatro horas brincando”, compara. Como só é possível reunir todas as criaturas míticas na “Casinha”, este ano a brincadeira foi dividida em três rodas. “Antes, fazíamos sempre as mesmas figuras. Agora é possível que um maior número de criações participe”, aponta.

A partir de um mito próprio, o grupo Seu Estrelo e Fuá do Terreiro leva às apresentações elementos do Cerrado para o imaginário popular. As rodas têm por objetivo receber o filho do Sol e da Terra, o ser sagrado, o Calango Voador, mito criado por Tico. Entre as 15 pessoas, Seu Estrelo é o personagem central. Os outros são o fuá, aqueles responsáveis pela aparente confusão que é a brincadeira. Cada música invoca um ser mítico ou figura.

Os instrumentos são herança de outras brincadeiras mais antigas: as alfaias vêm do maracatu; o gonguê e a caixa, do maracatu rural; os abês, dos afoxés; e o caracaxá, do caboclinho. “Cada figura é muito sagrada pra gente. Mas são todos palhaços, eles vêm para brincar e divertir as pessoas”, explica Tico. No terreiro-picadeiro, a bagunça é organizada.

“Como a história e os personagens eram novos, senti que precisávamos de uma batucada diferente”, justifica Tico a respeito do samba pisado. A batida de tambor é peculiar do grupo e influenciada por importantes tradições como os maracatus e o cavalo-marinho.

Registro memorial

» Retrato de um povo inventado, em livro e filme, lançados em abril deste ano, tenta resgatar os ingredientes que constituem o tipicamente brasiliense. Os depoimentos de importantes mestres e brincantes sobre a construção cultural da capital do país foram recolhidos no projeto Caravana Seu Estrelo — Rumo à Cidade Mestiça. Durante 16 meses, a trupe passou por cidades interioranas de Goiás e Minas Gerais, visitando grupos de cultura popular local.

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Os caminhos da batuta

Ser maestro é uma função glamourosa, mas exige longo período de estudos, paciência, planificação, liderança e até capacidade de articulação política Fonte: correioweb.com.br 23/07

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Levantar a batuta é gesto leve e delicado. Às vezes, pode ser enfático, outras vezes, beira a timidez e tudo isso diz muito sobre quem empunha o objeto. Mas uma coisa é comum a todos: quem sobe ao pequeno pódio em frente à orquestra tem dom natural para liderança e talvez seja essa a primeira qualidade necessária a um maestro eficiente. A segunda é saber que a trajetória é longa e o destino, incerto. Há aspirantes demais para orquestras de menos no planeta e esse obstáculo pode se tornar intransponível: sem músicos para reger, o maestro se torna uma figura inútil.

A maestrina Isabela Sekeff, regente do coro Cantus Firmus, gosta de dizer que seu instrumento é um conjunto de 40 vozes. Joaquim França cita Eleazar de Carvalho para lembrar ser a batuta a condutora de um código de sinais e Claudio Cohen, regente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS), enfatiza a postura de articulador político entre o leque de características de um maestro.

O pódio não acontece por acaso na vida de um músico. Nem naturalmente. Na maioria dos casos, é um destino traçado meticulosamente ao longo de anos de estudo e prática. “O músico que tem vontade de ser regente é um músico com posição de liderança que quer avançar nessa posição”, avalia Cohen. Ele mesmo passou pelos cargos de spalla e regente assistente antes de assumir a batuta da sinfônica. A formação passou longe da universidade. Foi no palco que Cohen aprendeu a reger. Primeiro, com Silvio Barbato, depois, com aulas particulares de maestros convidados a se apresentar com a orquestra em Brasília. “E com quatro duros anos de estudos com Emílio de César”, completa.

Cohen não estudou música na universidade — é formado em direito —, mas começou as aulas de violino aos cinco anos e nunca parou. “O que o regente precisa é ter a vivência, a experiência da orquestra. Sempre tive a prática, o tempo todo.” No Brasil, ele acrescenta a necessidade de o regente ser também uma figura política.

“Nas orquestras brasileiras, se o maestro não tem força política, não consegue resultados, não avança. As grandes estruturas internacionais têm papéis bem definidos e o maestro só rege. Eu não posso me dar ao luxo de só subir ao palco e reger.”

O que faz o maestro

Dá o andamento da música. Ele também indica as entradas para os instrumentistas da orquestra.

O que fazer para ser maestro

1 Estudar em curso superior de música na área de regência. O curso dura em média cinco anos

2 Dominar conhecimentos musicais teóricos (harmonia, solfejo, percepção harmônica, rítmica e melódica

3 Tocar algum instrumento ou exercitar algum tipo de canto

4 Exercer a liderança

5 Estudar relações humanas

6 Fazer concurso público para comandar uma sinfônica

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GOVERNO

Nova geração de cientistas

Planalto vê como estratégica para o país a formação de mão de obra especializada em tecnologia e pretende oferecer a estudantes brasileiros 100 mil bolsas de estudo nas melhores universidades do exterior, além de recrutar pesquisadores estrangeiros Fonte: correioweb.com.br 23/07

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O governo pretende aumentar de 75 mil para 100 mil o número de bolsas que serão disponibilizadas, até 2014, para brasileiros estudarem nas 30 melhores universidades do mundo. A diferença de 25 mil benefícios em relação ao anunciado no início de maio seria bancada por empresários que fazem parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão consultivo da Presidência. O programa, batizado de Brasil sem Fronteiras, tem outra vertente: trazer cientistas estrangeiros para liderar pesquisas em universidades nacionais. A proposta da presidente deve movimentar entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões até o fim de seu mandato.

A presidente Dilma Rousseff disse que o governo pretende conceder as bolsa prioritariamente aos melhores alunos qualificados no Programa Universidade para Todos (ProUni), no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Com isso, ela pretende privilegiar estudantes de baixa renda, mas com alto potencial de aprendizagem e conhecimento. “O critério será por mérito. Só os melhores vão ser escolhidos”, afirmou a presidente ontem. “Vamos oferecer bolsas para graduação, pós-graduação, doutorado e pós-doutorado”, emendou.

As primeiras bolsas do Brasil sem Fronteiras devem começar a ser distribuídas no ano que vem. Hoje, existem 5 mil brasileiros estudando no exterior. Os destinos mais procurados são Estados Unidos, França e Alemanha.

O objetivo do governo é melhorar a qualificação da mão de obra disponível no país capaz de empreender um ciclo de desenvolvimento de alta tecnologia. O Brasil tem deficit, por exemplo, de doutores. A presidente disse, em outras ocasiões, que o país não consegue dar um salto de qualidade se for dependente de outras nações na área tecnológica. “O Brasil tem um gap de conhecimento que precisa ser resolvido”, afirmou a presidente.

Nasa

No exterior, Dilma está de olho especificamente em milhares de engenheiros demitidos da Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa, na sigla em inglês) nos últimos anos em decorrência do fim das missões com ônibus espaciais. “Tem muito cientista desempregado nos Estados Unidos e na Europa. Só a Nasa demitiu 4 mil engenheiros”, afirmou a presidente. Os estrangeiros seriam admitidos, de acordo com a ideia de Dilma, por até 10 anos pelas instituições de ensino brasileiras. “É preciso criar uma carreira especial temporária com duração de cinco anos, renovável por mais cinco anos”, emendou. “Nós precisamos de cientistas e pesquisadores de fora”, emendou. Como atrativo aos estrangeiros, o governo pretende conceder uma série de benefícios, como auxílio-moradia.

Dilma afirmou ter discutido a proposta com o professor Miguel Nicolelis, neurocientista, pesquisador da Duke University e entusiasta de iniciativas que visem descentralizar a pesquisa científica brasileira do eixo Rio-São Paulo (leia para saber mais).

Parceria

Inicialmente, a proposta de Dilma para o Brasil sem Fronteira era conceder 75 mil bolsas no exterior, mas ela decidiu elevar o número tendo como ideia fazer uma pareceria com a iniciativa privada, começando com os integrantes do Conselhão, que são afáveis à ideia. Os 75 mil benefícios serão divididas entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com 45 mil; e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com 30 mil. Ainda não foi estipulado como serão distribuídos as 25 mil bolsas restantes.

O Capes pretende oferecer 65% das vagas para graduação e doutorado dividido, chamado de sanduíche no jargão acadêmico. Nessa modalidade, parte do curso é feito no Brasil e a outra, no exterior. Este ano, a Capes tem como meta chegar a 8 mil bolsas. Em 2012 seriam 13 mil, até chegar a 4 mil por ano até 2014.

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